Ela é 50% da super dupla de irmãs brasileiras no vôlei de praia mundial. Mesmo com tantos treinos na agenda, ela ainda encontra tempo para comer pipoca e bater um papo com o The Red Bulletin, publicação internacional da Red Bull. Aqui, você confere os melhores trechos desta entrevista, publicada na edição deste mês.
Efeito mignon
“Foi neste ano que, pela primeira vez, venho pensando seriamente sobre o que eu como – Nunca tive problemas com meu peso, mas sempre quis ficar mais forte. Agora, uma nutricionista me examina uma vez por mês, confere meu percentual de gordura corporal e me ajuda a me sentir melhor. Isto tem me ajudado, por exemplo, a me recuperar mais fácil e rápido. Só que, para ser honesta, eu adoro batata frita e comida gordurosa. Durante dois meses eu vivi sem carne vermelha, frituras, essas coisas, e foi difícil. Não comer pipoca foi a pior parte – eu adoro! Agora, eu já posso comer e, uma vez por semana, estou liberada para as frituras também. Mas, o que normalmente como são saladas, carboidratos como arroz e massas, além de grãos, muitos vegetais e peixe grelhado. Minha noite perfeita é quando saio para jantar com os amigos. E aí tem que rolar uma caipirinha ou dias – afinal, isso é Brasil!”
Dor no joelho: “Como atleta, é estranho pensar que alguém do meio nunca teve qualquer experiência com a dor. Mas uma lesão é algo a mais: você é obrigado a parar e tratá-la. No momento, estou tratando de um problema no joelho. Recentemente, eu e minha irmã estávamos cumprindo um programa de treinos mais fortes na academia, com maior carga de pesos e menos repetições. E saltávamos muito durante as sessões com bola, o que me rendeu algumas tendinites. O que tenho feito é evitar certos exercícios para poupar o joelho. Antes disso tudo, não precisava encontrar o meu fisioterapeuta tantas vezes por ano.”
Ombro a ombro: “No vôlei de praia, é complicado ficar um tempo fora porque seu parceiro precisa de você. Há uns três anos tive uma lesão séria no ombro e, antes de aceitar que tinha de parar, tomei analgésicos durante um ano inteiro, pois sentia muita dor. O problema foi nos tendões e no músculo da região, que sofreram um estiramento muito profundo. No final das contas, até escovar os dentes se tornou difícil. Por isso, tive que parar completamente durante três meses, mas sempre me exercitando para ficar bem. Sempre que temos um mês de folga e vamos para um lugar sem academia, levo meus pesos comigo, além de fazer alongamentos todos os dias. Já fui mais jovem e, hoje, aos 27 anos, entendendo melhor o meu corpo. Faço muitos exercícios para prevenir lesões que mantém meu corpo sempre forte e alongado.
Beijo e não me liga : “Jogadores de vôlei precisam estar sempre em boa forma, por isso, nós praticamos muito exercício físico sempre. Somos magras, mas fortes. Eu entendo porque o vôlei de praia é encarado por algumas pessoas como um esporte sexy, afinal, somos mulheres de biquíni. Mas a realidade é bem diferente disso. Passamos o tempo mergulhando na areia, suando, fazendo cara feia e gritando. Estamos sempre muito focadas no jogo, somos atletas, não tentamos ser sexy. Prefiro aqueles que acompanham os jogos porque gostam do esporte.”
Negócio de família: “Minha irmã mais nova, Carolina, é minha parceira na arena e realizamos todos os treinos sempre juntas. Temos temperamentos diferentes e, às vezes, discutimos. Mas como jogadoras eu acho que combinamos bastante. Ela é mais forte do que eu, então, joga mais na frente. Sou a mais veloz, por isso, atuo na defensiva. Praticamos treinos com bola de 8 a 10 vezes por semana: de segunda a sábado por duas horas, também durante às tardes por uma hora em média, de vez em quando. Vamos à academia quatro vezes por semana, para sessões de duas horas. Lá, praticamos exercícios de força, alongamento e corrida. No momento, estamos com um circuito, duas vezes por semana, que mescla várias atividades como corrida, saltos e, claro, muitas repetições. É uma carga intensa de treinos, que preciso fazer para alcançar meu melhor desempenho. Nestas horas, é ótimo saber que tenho a minha irmã por perto quando as coisas ficam difíceis...”
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