Touaregs ficam em 1o., 2o. e 6o.

A 17ª edição do Rally Internacional dos Sertões foi a mais difícil de sua história, e, nesse cenário, a equipe Red Bull Volkswagen dominou: o espanhol Carlos Sainz, bicampeão mundial de rally de velocidade e uma das maiores lendas do esporte de todos os tempos, foi o grande campeão do evento ao lado do navegador Lucas Senra.

Sainz terminou a corrida com uma vantagem mínima: 1min04s9 à frente da dupla formada pelo catarense Nasser Al-Attiyah e o alemão Timo Gottschalk – seus colegas na equipe Red Bull Volkswagen. O terceiro Touareg do time, dos brasileiros Maurício Neves e Eduardo Bampi, terminou em sexto no geral.

Ao longo dos dez dias de competição, Sainz se revezou na liderança com o Al-Attiyah por nada menos que quatro vezes e até somou um número de vitórias nas etapas menor do que o seu concorrente (6 a 4). Essa alternância no posto de líder foi em parte resultado das variação no tipo de piso encontrado pelos competidores, que apresentavam desempenho melhor ou pior que o rival de acordo com suas características de pilotagem.

Em um dos dias de competição, a diferença entre eles chegou a ser de meros 3s9, depois de mais de três mil quilômetros de corrida. O espanhol conseguiu assumir a ponta definitivamente somente na penúltima etapa e terminou a competição, na sexta (3/7), em Natal (RN), com vantagem marginal.

"Foi uma disputa emocionante, que durou até a última etapa e que foi decidida depois de uma briga muito difícil com Nasser", disse Sainz. "O Sertões foi um verdadeiro desafio para nós, pilotos e navegadores. As especiais eram longas e muito exigentes, o terreno era extremamente variado e a contínua mudança de ritmo de prova exigia concentração total".


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