Rafael Masgrau Jozzu/ Red Bull Photofiles

Música de diferentes estilos e ritmos não faltam ao Red Bull Sounderground. Os participantes podem ser bem distintos entre si mas uma coisa é certa: variedade e boa música fazem parte do repertório instrumental do I Festival de Músicos de Metrô. Aqui você conhece um pouco mais sobre alguns dos músicos. Na foto, Rafael Masgrau, aqui de São Paulo.

ARTISTAS SELECIONADOS:

SÃO PAULO (Instrumento/ Estilo)
Ana Goes (solo) – Sax tenor/ Jazz: Nascida em São Paulo, teve seu primeiro contato com um instrumento musical muito cedo. Com nove anos já era apaixonada por violão. Mudou-se aos 12 anos para Araraquara, interior do Estado, onde cursou por quase quatro anos violão clássico. Aprendeu a tocar violão popular aprendeu sozinha. Durante esse período, participou de várias bandas e tocou em alguns bares. Há cerca de 2 anos se apaixonou pelo saxofone, teve primeiro um alto, mas o trocou assim que ouviu pela primeira vez um sax tenor. Desde então, estuda esse instrumento. Adora ouvir Stan Getz, Ben Webster, entre outros.
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Duo Benetiz (duo) – Violão e flauta/ Ritmos brasileiros: Wagner Ortiz e Evandro Benedito se conheceram numa roda de choro, cenário quase premonitório do trabalho que viriam a realizar juntos. O primeiro, flautista, e o segundo, violonista clássico, foram pouco a pouco encontrando um caminho juntos, até desembocar na mistura de música erudita e popular, principalmente o choro.
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Les Maga (trio) – Guitarra/MPB: De nome curioso e repertório pra lá de eclético e elaborado, o Les Maga é composto por 3 talentosos músicos apaixonados pelo que fazem. A história do trio começou em 2005; quando Carlos Maga, órfão da sua antiga banda e com várias composições em busca de arranjos, procurou o violonista Charles Raszl para ajudá-lo na tarefa. Sua formação clássica deu uma leitura bem diferente às canções de veia pop e a parceria rendeu várias novas canções. O estilo musical e a opção pelas cordas vieram de um jeito bem natural “A habilidade dos músicos, que além de violão e baixo, também tocam guitarra, foi o que definiu a escolha dos nossos caminhos musicais”, diz Carlos. O grupo mistura Tropicália com Villa Lobos sem medo, e obtem resultados surpreendentes.
Saiba maishttp://www.myspace.com/lesmagaband
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Mustard and Custard (duo) – Violões/ Blues, Folk: formado pelo inglês Pete Hassle, em São Paulo há mais de 10 anos, e por Kadu Abecassis, o duo de músicos já tiveram uma banda juntos, a Something Blue. Após cinco anos, eles resolveram criar um projeto musicial paralelo, o duo Mustard and Custard, com o intuito de se apresentarem em lugares mais diversificados, além do circuito das bandas de rock. O repertório tem como referência o blues e aposta no resgate das raízes do folk-blues.

Saiba mais: http://www.myspace.com/mustardandcustard#ixzz12xtj8ed5
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Pedro Loop (solo) – Baixo elétrico/ Experimental: o artista promete um som inspirado e surpreendente durante o Festival. Jazz, reggae e música brasileira estão na lista de estilos deste músico que busca tirar de seu baixo elétrico texturas de som completamente inéditas ao ouvido.
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Rafael Masgrau (solo) – Guitarra elétrica/ Rock: Led Zeppelin, Mötorhead, Deep Purple e Black Sabbath. Algumas destas bandas são a fonte de inspiração para o som de Rafael Masgrau. O rock o que mais este músico gosta é dos riffs que só uma guitarra pode proporcionar. Mas o artista de 23 anos promete variar o repertório durante as suas apresentações no Red Bull Sounderground, sem perder a vontade de surpreender o público, que geralmente não espera cruzar com um guitarrista pelo caminho.
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Vadim Klokov (solo) – Fagote/Música clássica: Prepare-se para uma história com enredo, no mínimo, curioso. Um moscovita doutor em fagote, com passagem por orquestras, que vem, com a cara e a coragem, lecionar em Belém do Pará, onde criou raízes por 12 anos – tempo suficiente para virar um brasileiro de consideração. Russo de nascimento, Vadim tem formação musical clássica. Os estudos começaram ainda aos 8 anos de idade, com o piano, em um conservatório de sua cidade natal, Moscou. Aos 14, foi apresentado ao fagote, instrumento da família dos sopros constituído por um tubo cônico de madeira, com cerca de 2,50 metros de comprimento. É considerado um dos mais difíceis de dominar. Geralmente, o músico aprende a tocar o fagote, depois de dominar outro instrumento de sopro, como flauta ou clarinete. Vadim veio morar no Brasil em 1994. Primeiro em Belém do Pará, onde viveu por 13 anos, antes de radicar-se em São Paulo. Seu repertório passeia por estilos como o barroco, vanguarda e jazz.
Saiba mais: www.myspace.com/vadimklokovbassoonov
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Vibrafone Chorão (trio) – Violão, pandeiro e xilofone/ Chorinho: Afinidade musical. Estas duas palavras simples, mas poderosas, são as responsáveis pela formação do Vibrafone Chorão, um trio composto por Wesley Vasconcelos, Ricardo Valverde e Luis Felipe, que se conheceram nas rodas de choro. O talento dos 3 multiinstrumentistas (violão, cavaco, bandolim, guitarra, baixo e percussão - inclua na lista o vibrafone) resulta numa leitura bem diferente deste ritmo tão popular. A utilização do vibrafone, por exemplo, agrega uma sonoridade nova que, por incrível que pareça, transita com muita naturalidade pelas canções. “Como é um instrumento muito grande e raro, as pessoas querem saber o nome, a história, etc. O vibrafone possui 37 notas e ao invés de uma baqueta você usa quatro”, lembra Wesley, sem esconder uma pontinha de orgulho.
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Viviane del Pintor (trio) – 2 violões e violino / Pop, MPB: Três jovens e uma ideia inusitada fazem parte da essência deste trio. Eles são Vivian Del Pintor, 20, Cláudia Peracio, 21, e Vinícius Hoffman, 23, e trazem um elemento incomum às suas releituras pop: um violino, que faz simpática companhia aos dois violões tocados pelas meninas. Releituras de hits que não saem das rádios, nem das pistas de dança, estão na lista das canções favoritas que o trio gosta de executar.

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BARCELONA (Artista/ Instrumento/ Estilo)

Anatol Eremciuc (solo) – Acordeão/ Música folclórica, Jazz: o músico é um desses artistas que começaram na música bem cedo. Mais precisamente aos dez anos de idade, quando se deixou seduzir pelo acordeão, que viu nas mãos de seu tio ainda em sua terra natal. Um detalhe importante: a terra natal em questão é a Moldávia, país da Europa Oriental situado entre a Ucrânia e a Romênia. A afinidade foi tanta que Anatol seguiu seus estudos universitários aprofundando-se justamente nesste instrumento – ele é professor e intérprete especializado em acordeão. Suas influências, como não poderiam deixar de ser, partem da música clássica e folclórica de seu país, mas o que lhe interessa mesmo é a mistura que vai ganhando corpo a cada viagem que ele faz. “Meu trabalho atual é baseado no conceito de fusão. Fundir e mesclar estilos musicais do Leste Europeu com estilos mais ocidentais. Quero levar essa música com um toque pessoal para o público que me recebe”, afirma o músico.

Mais em: http://www.myspace.com/anatol32
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BERLIM (Artista/ Instrumento/Estilo)

Mellow and Pyro (duo) – Violão e baixo/ Reggae, ska: Com os alemães Mellow Mark e Pyro Merz, levar-se a sério está longe de ser prioridade. Bem humorados até onde é possível, eles fazem uma música que é a cara dessa animação. E o segredo parece ser justamente o estilo desencanado. Tudo começou nas ruas de Hamburgo, por onde um costumava tocar e o outro fazia seus malabarismos. Pouco depois de se conhecerem já estavam trabalhando juntos. Perguntados sobre como se deu a escolha pela carreira de músicos, Pyro dispara cheio de graça: “Sim, a gente sabe que isso foi um erro, mas agora queremos ir em frente.” O som é uma mistura de reggae, batidas hip-hop e ska , que eles complementam com máscaras e personagens na hora de entrar em cena.
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CIDADE DO MÉXICO (Artista/ Instrumento/ Estilo)

Gaitas Mexicanas (trio)

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LONDRES (Artista/ Instrumento/Estilo)

Lewis Floyd Henry (solo) – Multi instrumental/ Blues rock, folk e outros: um inglês com arte na veia e sem medo de desafios, Lewis sempre soube que música é a sua praia. Aos 10 anos, começou a aprender guitarra de uma maneira quase que auto didata. “Aos 12 anos comecei a tocar em bandas e a minha paixão por escrever músicas foi crescendo cada vez mais. Lá se vão quase 20 anos em que faço parte de grupos de música”, confessa o artista, que hoje é um “one man band”. O repertório é tão eclético quanto as habilidades musicais do moço: blues, rock, folk, rap, punk, thrash metal, R n B soul, guitarra clássica, anos sessenta, grunge, garagem, etc. Uma mistura saudável, com resultados tão surpreendentes quanto o fato daquele som ser produzido por um único homem, tocando mais de um instrumento simultaneamente. “Eu gosto de misturar os estilos e esperar o inesperado”, confessa o moço.

The Nomadic Mystics (trio) – Multi-instrumental/ Afro-reggae: o trio faz parte de um coletivo que promove a música africana em suas mais diversas expressões. O estilo é o que os artistas chamam de afro-reggae, tocado em versão acústica.
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MOSCOU (Artista/ Instrumento/Estilo)
Bloody Red Sombreros (trio) – Violão/ Garage rock, R&B:
Formado pelos artistas Nadya Gritskevitch, Dmitriya Pitkina e Evegenia Petrova. Cada um tem um projeto de banda distinta, mas isso vale para apresentações em palcos de casas fechadas. Quando o assunto é tocar nas ruas e no metrô de Moscou, eles se reúnem para apresentarem-se como os Bloody Red Sombreros. A ideia de tocar no metrô surgiu recentemente, este ano. O trio mistura música e performance e, para isso, vale caprichar também no figurino. Entram em cena os típicos sombreros mexicanos ou adereços como orelhas de coelho, por exemplo. Sobre os planos para o futuro, o trio costuma ter um lema: "sobreviver ao inverno e correr o mundo". Pelo visto eles agora cumprirão o segundo ao pé da letra ao vir para São Paulo tocar.
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MONTREAL (Artista/Instrumento/ Estilo):
O'Connor and Gryn (duo)
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NOVA YORK (Artista/ Instrumento/Estilo):
The Xylopholks (duo) – Xilofone e double bass/ Ragtime (música norte-americana dos anos 20):
Originários do Brooklyn, o duo é bem conhecido dos usuários de metrô em Nova York. Além do xilofone como instrumento carro-chefe, um de seus integrantes adotou uma fantasia de gorila na cor rosa para as apresentações. O duo vem ao Brasil pela primeira vez, depois de passar pela Índia.
Tribal Baroque (duo) – 2 violinos/ Tribal baroque: o nome do duo é exatamente como os artistas Lila’Angelique e S.K. Toth chamam o estilo musical que tocam. A base do som são os violinos, acompanhados de figurinos de impacto visual e gestual de teatro. No começo, ele costumava tocar Bach e outros medalhões da música clássica. Aos poucos, foram inserindo músicas próprias e viram que o público respondia bem às suas inovações, que incluem percussão com o pé. Detalhe: sem o uso de amplificadores. Toth, aliás, é contra ao uso deste recurso. Os resultados falam por si só: em 2002, ele foi motivo de um documentário média metragem premiado pela Academia. Sim, aquela mesma do Oscar.

Akil Dasan (solo) – piano, guitarra/ Vários: Nascido na Filadélfia, Akil tinha um avô pianista e recebeu de herança da avó uma... guitarra! No seu percurso, acabou passando por vários instrumentos – começou na bateria, passou para o piano e, depois, fincou pé de vez no instrumento de cordas e som metálico. Também passou por coral quando criança, participou de jams de jazz e blues na adolescência e acabou estudando música na universidade. A partir dessa salada musical que reúne referências que vão de Bach a Bob Marley, Akil percebeu que definir um só estilo não faz o seu tipo. Tanto que ele recorre ao que estiver à mão, de pianos a sintetizadores, para manifestar seu humor do dia. O importante, como ele diz, “é fazer as pessoas sorrirem e sentirem bem”, motivo pelo qual ele dá um jeito de tirar um som do que estiver disponível.
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PARIS (Artista/ Instrumento/ Estilo):
Kutner e Koc (duo) – violões/ Milonga (tango):
A inspiração destes músicos que tocam no metrô e nas ruas parisienses vem dos nossos hermanos. Sedat Koç e Frank Kutner montaram seu repertório a partir das tradicionais milongas que enbalam os dançarinos e fãs do tango. Sedat, aliás, é professor de tango e organiza concertos e apresentações dedicadas ao tradicional ritmo argentino na capital francesa. “Queremos que todos os amantes do tango que vivem em São Paulo confiram o festival e venham nos ver. Vai ser uma grande alegria tocar para eles, e vê-los dançando a nossa volta nas estações do Metrô de São Paulo”, diz Frank.
 


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