Quem são os artistas que ocupam o Edifício Sampaio Moreira nesta edição do Red Bull House of Art:
ANA MAZZEI:1979, São Paulo, São Paulo. Vive e trabalha em São Paulo. Graduada em Artes Plásticas pela FAAP e mestre em Artes Visuais pela Unicamp. Entre as suas principais exposições: "ARTEBA 2009" (Buenos Aires, 2009), "TRANS_imagem" (Galeria Virgilio, São Paulo, 2010), "100 a mil" (Escola São Paulo, 2010) e "Diálogos Pertinentes I" (Mezzanino FAAP, 2006). A obra de Ana Mazzei aborda temas como a solidão e o tédio, característicos da nossa época. No tempo dos meios de comunicação avançados e das redes sociais, ocupar-se virou obrigação, pois não se sabe o que fazer no tempo ocioso. Suas pinturas são intencionalmente pálidas e, na maior parte da vezes, de escala intimista, transfigurando com delicadeza essa atmosfera. Amigos, pessoas, objetos, paisagens, tudo surge isolado. E voltado para si, não há troca. Seja na pintura ou na fotografia, Mazzei constrói em sua obra um aspecto melancólico de nosso tempo.
ALEXANDRE B: 1979, Belo Horizonte, Minas Gerais. Vive e trabalha em São Paulo. Graduado em Comunicação Social pela UFMG e em Artes Plásticas com habilitação em desenho e fotografia pela Escola Guignard/UEMG. Entre as suas principais exposições: "15º Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil" (São Paulo, 2005), "Bienal de Filmes de Arte de Colônia" (Alemanha, 2005)", "59º Salão de Abril" (Fortaleza, 2008) e a individual "Entrebranco" (Palácio das Artes em Belo Horizonte, Minas Gerais, 2006). Participou como residente do Programa de Residência Artística "Casa Tomada" em 2010. Alexandre B. constrói imagens a partir da combinação entre o uso do desenho – como apropriação das formas originais dos objetos– e de mecanismos que alteram sua própria configuração. Suas máquinas possuem a capacidade de transcender os limites tanto da forma gráfica quanto da narrativa convencional. Como resultado, o artista provoca no espectador um estado de desconfiança tanto do real quanto da ficção, assim como a ilusão presente na arte cinematográfica.
BRUNO PALAZZO: 1981, Araraquara, São Paulo. Vive e trabalha em São Paulo. Graduado em Artes Plásticas com habilitação em pintura pela ECA-USP. Entre as principais exposições estão a "28a Bienal Internacional de São Paulo (projeto- Anarcademia com Dora Longo Bahia" (São Paulo, 2008), "OIDARADIO" (Paço das Artes , 2008). Participou da residência "Laboratório Hotel - Grupo Hóspede" (São Paulo, 2007). Realizou a trilha sonora original do longa-metragem "José e Pilar", de Miguel Gonçalves Mendes (2010). A trajetória de Bruno Palazzo é marcada por uma atuação multifacetada, que inclui uma relação permanente com a música e as composições sonoras. Realizou trilhas sonoras e projetos de sound design para diversos curtas e longas-metragens, incluindo o recente “José e Pilar”, dirigido por Miguel Gonçalves Mendes. Outro exemplo de seu trabalho é a instalação Circuito Integrado (2008), que convoca elementos da escultura e da performance para estabelecer um diálogo entre a improvisação musical e a noção de display – seja de instrumentos ou de objetos em um museu. Do mesmo ano, a série “Desenho Explosivo” recupera as práticas vanguardistas de criação sem a interferência direta do artista, que apenas cria condições para que as obras aconteçam “naturalmente”, no limite do espontâneo.
DANIEL SCANDURRA: 1989, São Paulo, São Paulo. Vive e trabalha em São Paulo.Cursa Artes Plásticas na Faculdade Santa Marcelina. Participou do “Festival de Fotografia Fuzarca” (Casa das Caldeiras, 2010), foi premiado na “Anual de Arte da Faculdade Santa Marcelina” (São Paulo, 2010) e é colaborador do projeto “Mixto Quente” (Casa da Lapa) desde 2009. É músico das bandas “Pequeno Cidadão” e “Amigos Invisíveis”. Daniel Scandurra é o artista mais jovem deste time. Seu trabalho apresenta um vínculo estreito com as noções de acaso, dúvida e risco. Uma das estratégias perseguidas por Scandurra é, neste momento inaugural de seu percurso, não encaixar o seu trabalho em um “estilo” pré-determinado. Scandurra possui uma já densa pesquisa em torno da questão interdisciplinar, calcada nas práticas e reflexões de John Cage e Augusto de Campos – projeto realizado ainda no curso de graduação da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, onde estuda.
FREDERICO FILIPPI: 1983, São Carlos/SP. Vive e trabalha em São Paulo. Graduado em comunicação, cursa o mestrado em Práticas Experimentais na Faculdade Santa Marcelina. Entre as suas principais exposições: "Não é Underground, é Playground" (Galeria Casa da Xiclet, 2010), "42º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba" (Pinacoteca Municipal de Piracicaba, 2010), "24º Salão de Arte de Porto Alegre" (Porto Alegre, 2010) e "Be An'All" (Galeria Casa da Xiclet, 2009). Frederico Filippi é um curioso na arte de mesclar suportes: pintura, desenho, gravura. Toma por temas as suas próprias observações e recortes do que vê a sua volta - paisagens topo ou cartográficas em monotipia sobre fórmica, cenas de videoclipes revisitadas em óleo e cera sobre a tela solta, entre outros. Marcações dos dias, pedaços de corpos, a anatomia e suas classificações. Tudo isso é motivo de subversão na obra de Fillipi. O mundo como é dado é uma construção que pode, a qualquer momento, ganhar um novo desenho, um outro ponto de vista, um tempo diverso. E sua produção é o motor dessa reinvenção possível diante das receitas e normas já estabelecidas.
VITOR MIZAEL: 1982, São Caetano/SP. Vive e trabalha em São Paulo. Graduado em Artes Plásticas pela UNESP. Entre as principais exposições: Individual no "11º Salão Paulista de Arte Contemporânea" (São Paulo, 2006), "Tripé" (Sesc Pompéia, 2006), "1º Prêmio Belvedere Paraty Arte Contemporânea" (Paraty, 2010) e "11ª Bienal de Artes de Santos" (Santos, 2008). O desenho como ferramenta e não como um fim. Vitor Mizael tem como por base o desafio do traço e a busca por um modo próprio de ocupar o espaço com ele. “Toda imagem traz consigo uma história, assim como seu corpo e as tecnologias que a apresentam”, diz ele. Consciente desse desafio, a obra de Mizael já oferece sinais evidentes de transformação – especialmente a depuração e a síntese da palavra, que começa a perder força para dar lugar a uma narrativa mais livre e que assume sua própria figuração.
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