Depois de conhecer um pouco o trabalho do músico alemão Rico Loop, Pedro Lobo, 24, decidiu tomar emprestado dele o sobrenome artístico. Na verdade, Loop é o nome da técnica que ambos utilizam na música. Nascia assim a idéia para o seu projeto solo que vivia adormecido até então, dando vida a Pedro Loop.
A vontade de fazer música não era nova para ele, que começou a tocar aos dez anos de idade. Primeiro foi o contrabaixo e depois teve uma passagem rápida pelo violão, para se estabelecer definitivamente no baixo, que é seu xodó para a vida toda. A decisão de seguir essa carreira de vez veio com o nascimento do primeiro filho, reunindo dois momentos decisivos num só.
Quanto a seu som, Pedro o define como experimental, misturando várias influências brasileiras com reggae, ska e um toque de dub, sem deixar de lado o jazz e o funk. Tudo isso reunido, vem o trabalho de encontrar uma unidade, que é o que ele faz nesse seu projeto pessoal de loops com o baixo, que estará presente no Red Bull Sounderground.
A preparação começa com a gravação dos instrumentos, que ele vai sobrepondo em camadas e registrando. Ao vivo, ele manda ver com baixo e pedal em cima dessa base gravada.
Curioso é que foram poucas as vezes que ele levou ao público esse som que sempre chamou sua atenção. O I Festival Internacional de Músicos de Metrô parecia uma boa oportunidade – e acabou se concretizando. Mas sem motivo para estranhamento. Ele garante que nas poucas ocasiões que fez esse tipo de apresentação, as pessoas curtiram bastante.
Sobre se apresentar em locais públicos, Pedro tem algumas experiências em lugares bem diferentes entre si: no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e pelas ruas de Itacaré, na Bahia. “São resultados variados. Na Bahia eu tocava no meio da rua e o povo estava ali na diversão, parava, dava uma conferida. No metrô daqui o pessoal está sempre na correria. Eles param, assistem um pouco e, de repente, vai todo mundo embora quando chega o trem. Aí forma-se um grupo novo e tal... No meio disso você nunca sabe o que esperar”, conta ele.
O caráter inesperado e a proximidade do público são dois pontos que ele considera bastante positivos, e espera que o festival abra algumas portas para desenvolver a cultura busker que ainda engatinha por aqui.
ONDE ENCONTRAR PEDRO LOOP NO METRÔ:
DIA 08/11:
- Das 11h às 13h: Estação Sé (Linha Vermelha)
DIA 09/11:
- Das 17h às 19h: Estação Luz (Linha Azul)
DIA 10/11:
- Das 11h às 13h: Estação Anhangabaú (Linha Vermelha)
DIA 11/11:
- Das 11h às 13h: Estação República (Linha Vermelha)
DIA 12/11: das 17h às 19h
Jam session final - Estação Paraíso (Linha Azul)
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