Entrevista especial para o RBMA Radio
Em uma casa com vista para um tranquilo jardim na zona leste de Los Angeles, Amanda Brown e seu marido Britt vêm, discretamente, lançando discos nos últimos 7 anos. Na verdade, esqueça isso; usar os termos “inusitado” e “discretamente” dá uma impressão errada para entender o volume de produção e a influência dos esforços desta dupla. Eles acumularam mais de 200 lançamentos por seu selo Not Not Fun e estão em seu vigésimo lançamento, gravado pela 100% SILK. Seus esforços não foram em vão – NNF e 100% SILK se tornaram dois dos maiores fornecedores musicais na era do pós-tudo. Esteticamente, estes selos sintetizaram a abordagem independente para distribuição de música, geralmente realizando manualmente capas de vinis, lançando música por amor e não dinheiro, gravando diretamente em fitas cassetes e outros meios ultrapassados, e as vezes evitando a internet por completo.
O que começou basicamente como uma mix tape e um selo de gravações ao vivo entre amigos rapidamente se tornou em um repertório mutante de ruídos, folk, pop, dub, minimalismo, psicodelia e tudo que está aí no meio. Lançamentos de artistas como Sun Araw, Ducktails, Peaking Lights, High Wolf e Topaz Rags, assim como os próprios projetos da Amanda (Pocahaunted e LA Vampires), basicamente se tornaram a playlist preferida dos nerds musicais – um público notoriamente instável.
No ano passado, a família Not Not Fun cresceu com a 100% SILK – dedicada a fina arte da dança, mas permeada pela mesma mescla sonora que o NNF. Artistas como Maria Minerva, Dylan Ettinger, Ital e Innergaze fundiram tempos convencionais, baterias DMX e linhas de baixo ácidas com muito reverb, vozes carregadas de eco e chiados suficientes para agradar tanto o público indie quanto os público techno.
Amanda descreve onde tudo isso se apóia: “Trabalhamos em nossa casa. Temos um quarto extra que transformamos em escritório, com portas francesas e vista para nosso jardim. Britt senta de um lado de uma mesa grande que temos, com seu computador, e eu me sento frente a ele. É uma bagunça, são papeis, canetas, post-its com endereços de emails, e um daqueles painéis para descobrir seu humor no dia, que contem emoções como “Superioridade” e “repulsão”…
O dia a dia é frenético. Trabalhando de dois computadores, escutando infinitas demos, engolindo sapos, fazendo os outros engolir sapos, desenhando embalagens, aprofundando relações com artistas, atualizando os nossos dois sites. Acho que em algum momento comemos salgadinho e bebemos chá antes de ir para a cozinha para jantar as 6 da tarde.”
Encontre a entrevista completa em redbullmusicacademy.com
Metronomy
Fireside Chat diretamente de Londres
De um começo humilde em Totnes, Devon (Inglaterra) em 1999, Metronomy é a banda indie favorita do sagaz ouvinte de música eletrônica. Composta por Joseph Mount, Oscar Cash, Anna Prior, e Gbenga Adelekan, o Metronomy remixou todo mundo, do Air ao Roots Manuva, do Franz Ferdinand à Kate Nash. Seu álbum de estréia, 'Pip Paine (Pay The £5000 You Owe)', foi lançado em 2006 depois de Joseph Mount sair de Totnes par ir a universidade em Brighton. Em seguida, Erol Alkan convidou o Metronomy para tocar ao vivo em sua casa de show, Trash, em Londres, ocasião que levou Mount a montar um show de verdade, e seus amigos Oscar Cash e Gabriel Stebbing a entrarem na banda. Justo antes do lançamento do terceiro disco ‘The English Riviera’ em 2011, Stebbing saiu da banda, e Anna Prior e Gbenga Adelekan entraram. Gravado em o que era uma garagem em Wapping, leste londrino, ‘The English Riviera’ se tornou um disco pop de verdade por Joseph Mount escrever todas as letras ao mesmo tempo em que continua na produção. Mesmo que hoje divida seu tempo entre Paris e Londres, a raiz da música do Metronomy ainda está em Totnes e no estilo musical que Mount, brincando, chama de o som de Devon (Devon Sound). Nesse chat eles relembram momentos cruciais da carreira.
Comentários
Adicionar um comentário