Na primeira aparição como bicampeão Mundial de Fórmula 1, Sebastian Vettel mostrou grande alegria, alguma confusão e muita gratidão por sua equipe..
Os 15 pontos que Sebastian Vettel somou em Suzuka nesta tarde foram 14 a mais do que ele precisava para ser o mais jovem bicampeão na história da categoria.
Com quatro corridas para encerrar a temporada, Vettel superou a linha de chegada com algum conforto. Em Abu Dhabi, 11 meses atrás, esta vitória final pareceria improvável. Hoje, ela foi mais como uma coroação e glória evidente de Sebastian teve mais a marca do alívio do que da surpresa.
“Vencer o campeonato aqui é muito especial e um pouco engraçado ao mesmo tempo, porque é tão confuso como o primeiro. De repente você deveria… [Seb estala os dedos]… pois é, este é o momento, agora eu tinha que aproveitar. Eu acho que certamente vai levar um tempinho.”
“Certo que leva algum tempo para entender e acho que estes momentos em particular que eu terei, em alguma hora, seja esta noite, amanhã ou na próxima semana ou semanas, sozinho, mas também com algumas pessoas próximas, eu vou me dar estas pausas e deixar as coisas amadurecerem um pouco.”
O recorde de Vettel nas primeiras 15 corridas desta temporada é impressionante: ele teve nove vitórias, quatro segundos lugares e o terceiro lugar de hoje. O quarto lugar em casa na Alemanha foi a única vez nesta temporada que ele não sentiu o gosto do champanhe no final de um grand prix. Somemos a isso que ele ganhou 12 pole positions e tem uma boa chance de superar o recorde de Nigel Mansell, que fez 14 em uma única temporada em 1992.
Talvez de forma surpreendente, Vettel argumenta que o seu carro neste ano não é tão superior como o RB6 foi em 2010. Ele credita o melhor desempenho do RB7 ao lado humano, mais do que à inovação mecânica.
‘A temporada foi fantástica. Acho que, com um carro não tão superior quanto o do que no ano passado, fomos capazes de fazer um trabalho muito, muito bom. Fomos muito fortes como equipe. Sempre que isso fez alguma diferença, cometemos muito poucos erros, especialmente naquelas horas em que era crucial. Estivemos lá e fizemos diferença. Acredito que todo mundo na equipe do Red Bull Racing pode se orgulhar muito hoje. A Renault fez um trabalho fantástico; é raro lembrar deles, acabam esquecidos. Não tivemos nenhum problema com o motor. Eles deram muito apoio o tempo todo, trabalhando duro em Viry, na França.
“Acredito que é muito provável que as pessoas tirarão a conclusão errada, dizendo que tivemos um título fácil neste ano. Nós tivemos um carro muito, muito bom, nenhuma dúvida, mas nossa equipe foi ainda mais forte. Acredito que o carro deste ano não foi tão superior aos outros como no ano passado. No ano passado nós tivemos tantas corridas em que você pode dizer que tivemos má sorte, mas cometemos erros crassos também. Fizemos coisas que nos custaram muito tempo e muitos pontos.
“No final, acho que o segredo – se é que houve algum neste ano – é que nós podíamos confiar, cem por cento, no colega que estava ao lado e isto valia para toda a equipe. Acredito que o que nós conseguimos até o momento na Red Bull Racing é simplesmente inacreditável e nós obviamente esperamos aproveitar o resto do ano. O objetivo para a próxima corrida será exatamente o mesmo desta corrida e da última corrida.”
Ainda que este seja o segundo título para Sebastian, é também a terceira vez que o alemão disputa o título, tendo renunciado à chance em 2009 na penúltima corrida no Brasil. Quando é questionado sobre a diferença entre ganhar no final em 2010 e conquistar uma vitória relativamente fácil neste ano, ele inclui o outro lado da moeda e o sentimento de perder um campeonato.
“Eu não diria que o ano passado foi uma surpresa. Era para isso que estávamos lutando e mesmo que as coisas não estivessem indo muito bem, seguimos acreditando. Mesmo no ano anterior eu lembro muito, muito bem o momento no Brasil, provavelmente tão bem quanto Jenson [Button, o campeão de 2009]. Não é algo bom de lembrar, sabendo que você perdeu o título, mas é sempre nestes momentos importantes que você tem em mente: as coisas boas e em especial as más porque você consegue aprender muito nas vezes em que é derrotado.”
“O que é engraçado neste ano é as corridas que ainda estão por vir, então é difícil de entender. Acredito que todo o ano procuramos manter nossos pés muito no chão e sempre nos focamos no próximo passo, na próxima corrida. É um pouco diferente no próximo ano, e isso torna as coisas muito mais especiais de uma maneira.”
“Estou muito ansioso pelo restante da temporada. Temos um grande carro, uma grande equipe e, obviamente usamos todos os nossos recursos para dar o próximo passo e ir bem na corrida seguinte.”
O terceiro lugar de hoje é a segunda pior colocação de Vettel nesta temporada – mas provavelmente será a mais bem lembrada.
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