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A diversão tomou conta do quarto dia de apresentações e levou o paulistano mais feliz para casa. Entre xilofones e fagotes, o povo curtiu mais um dia de shows inéditos nas plataformas do Metrô.

Trilha sonora de desenho animado, lembra?

Com seu som lúdico, os americanos do The Xylopholks arrebataram a plateia animada da estação Sé, bem no centro de Sao Paulo. Ao contrário do começo da semana, fazia frio na capital paulistana e o povo todo agasalhado se apertava para curtir a apresentação divertida da dupla de Nova York. Fantasiados como personagens típicos de cartoons, Jon e Benjy agitavam a moçada com o som curioso da mistura de xilofone e violoncelo, que remete à desenhos animados e faz alusão ao ragtime, ritmo norte-americano dos anos 20.

A música fez sucesso entre as crianças e adultos que transitavam por ali. A secretária Alice Paiva, 31, passava com seus dois filhos pequenos, Marina, 7 e Bruno, 5, e teve que parar: “Os meninos ficaram doidos pra assistir a apresentação”, comentava, enquanto seus filhos dançavam alegres.

Lá pelas tantas, o trio de Moscou Bloody Red Sombreros apareceu para uma visitinha e ainda sobrou para um dos "sombreros", Egveny Petrov, vestir uma fantasia de banana e circular por ali tornando o cenário todo ainda mais alto-astral. É o ragtime agitando a rotina do paulistano com seu suingue inigualável.

Da Argentina para … a França!

Na Estação República, centro de São Paulo, a toada era outra: a dupla francesa Kutner e Koç extasiava a multidão com a beleza melancólica do seu tango. Parte da plateia assistiu ao show em silêncio, apenas apreciando e se emocionando a cada acorde dos violões do duo que veio de Paris.

Aos poucos, as inebriantes canções se tornaram convidativas a ponto de botar um casal pra dançar e exibir suas habilidades de dançarinos de salão em pleno metrô. O público, emocionado, era só elogios “parece até que estamos na França…”, suspirava a estudante Camila Martins, de 21 anos. Ela acompanhava a apresentação tocante de Kutner e Koç com suas amigas da faculdade, igualmente encantadas com a melodia. Um fim de tarde romântico.

Soprando o fagote

Há mais de 15 anos no Brasil, o russo Vadim Klokov parece ter se adaptado bem ao esquema do povo brasileiro. Nos intervalos entre uma música e outra, Vadim sorria muito e conversava com seu público na estação Ana Rosa. O fagote, um instrumento de sopro bastante peculiar, era tocado por ele como se fosse apenas um brinquedo, tamanha sua facilidade em mandar ver nas mais variadas notas e tons. O público encantado aplaudia fervorosamente ao final de cada performance do moscovita abrasileirado que deixava na rotina árida do paulistano a magia e a delicadeza da sonoridade de seu fagote.

Nesta sexta, todos os artistas do Festival vão tocar juntos, na estação Paraíso, proxima a Avenida Paulista - um dos cartoes postais da cidade -a partir das 17 horas. Sons do mundo passarao por la.


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