Daniel Ricciardo passou os últimos dois anos aprendendo os macetes da F1 na Red Bull Racing, mas agora o piloto australiano – ex-Red Bull Junior Team – irá se juntar à Jean-Eric Vergne na escuderia italiana Toro Rosso. Os dois entram no lugar de Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari.
Confira a entrevista...
Parabéns pela contratação! Qual é a sensação de agora fazer parte da Toro Rosso?
É maravilhoso! É ótimo começar a temporada sabendo que estou no caminho certo e podendo me focar ainda mais nomeu trabalho. Estou ansioso para trabalhar com um grupo que já conheço e com quem já convivi bastante ao longo desse ano. Há muito o que esperar para 2012.
Como soube que havia sido escolhido para a pilotar o carro da escuderia?
Eu estava em casa quando o telefone tocou. Foi uma ligação rápida, direta ao ponto, mas continha todas as notícias que eu queria ouvir. Foi o melhor presente de Natal que eu já ganhei e também um grande alívio. Estava com meus pais na hora em que contei que havia sido escolhido. Foi um momento muito especial.
Desde a última corrida da temporada no Brasil você estava preocupado se seria ou não escolhido?
Até receber a notícia, é claro que fiquei um pouco preocupado. Mas eu sabia que a Red Bull estava de olho em mim e também tinha a consciência que havia feito um bom trabalho este ano. Mantive a fé de que algo bom iria acontecer.
Você teve um ano bastante intenso, começando como primeiro piloto de testes e depois realmente competindo. O que você aprendeu durante esse período?
Analisando os últimos meses, percebi que viajei mais do que o normal e descobri que isso pode ser extremamente cansativo. Eu aprendi como é importante organizar meu tempo da melhor maneira possível, para poder descansar quando a agenda permitir. Assimilei tanta coisa esse ano. Como piloto reserva você consegue analisar o trabalho como um todo, mas é só quando você está na pista que percebe que a pressão está toda em cima de você. E essa foi uma grande lição. Também aprendi a priorizar e não gastar meu tempo e energia.
Quanto você sabe sobre o seu novo companheiro de equipe, Jean-Eric Vergne?
Bastante coisa na verdade. Nós entramos no mesmo dia no Red Bull Junior Team e já fomos companheiros de equipe, na Renault 2.0. Já andamos bastante de kart na casa dele, na França. Temos um bom relacionamento fora das pistas. É claro que existe a rivalidade, mas acima de tudo nos respeitamos muito. Queremos, mais do que ninguém, vencer um ao outro. E tem sido assim desde o primeiro dia em que estivemos juntos na pista. O ano que vem sera um verdadeiro teste para nós dois.
Quando você irá para a Europa?
Eu conversei com o Laurent [Mekies, Engenheiro Chefe da Toro Rosso] e estamos preparando uma pré-temporada. Acredito que em pouco tempo terei que abandonar o verão australiano e desembarcar no inverno italiano para começar os trabalhos.
Agora você está mais motivado para os treinamentos de inverno.
Sim. Meu treinador disse que eu poderia pegar leve até o Natal, mas desde que soube que a vaga era minha, quis correr para a academia.
Agora que você é contratado, isso significa que você pode dar palpites e ideias na parte técnica dos carros de 2012?
Sim, tem algumas áreas em que já posso me envolver. Por exemplo, há diferentes posições em que os pilotos podem ficar no cockpit e o layout da direção também já está sendo feito. A equipe já me fez perguntas sobre isso. Quando chegar a fase do testes, acredito que estarei bem confortável e com a sensação de que o carro é realmente meu.
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