Gastronomia, fotografia e moda tem tudo a ver. Quem revela os ingredientes é o chef Roland Trettl neste bate-papo rápido.
Sua cozinha é: Internacional. A gastronomia é um conceito aberto, que inclui produtos e receitas variadas. Quero trabalhar com o melhor do mundo todo e não apenas com o que está ao meu redor.
Como você elabora seus pratos: É como um jogo. Os produtos e técnicas já são conhecidos, basta saber combiná-los. Minha busca é pela harmonia nos pratos e isso passa longe de ter um milhão de ingredientes numa mesma receita.
Alguma receita inesquecível: Aqueles que guardam uma grande história por trás e nos trazem lembranças sobre onde, como e com quem estávamos.
Qual a receita do seu sucesso: Sucesso? Nem sei se tenho isso de fato (risos). De qualquer forma, acho que o caminho é a sinceridade e sempre seguir os seus próprios valores.
Os clientes estão mais exigentes? Sim. E isso ocorre porque as pessoas estão cada vez mais interessadas em gastronomia. Hoje, a comida está nas TV, jornais e revistas, as pessoas cozinham mais, isso já virou um estilo de vida. Elas conhecem os produtos e quanto cada um vale. Eu fico muito feliz com isso.
O que não pode faltar na sua cozinha: Água e sal.
E na sua geladeira: Red Bull.
Quando não está trabalhando: Adoro ler de tudo, mas especialmente sobre arte e fotografia. E Paulo Coelho também.
Seu conselho para quem está começando: Sempre tenha respeito pelos produtos e pelas pessoas. E tenham muita, muita paciência para aprender. É preciso de tempo para formar uma base sólida de conhecimento. Só assim é possível ser bem-sucedido no futuro.
Sobre Cook Art e Fashion Food: Sempre digo que na gastronomia não sou um artista, mas sim um artesão. O “cook art” e o “fashion food” são propostas que buscam tirar da comida o seu caráter momentâneo e perecível. Nestes trabalhos sim, a comida se transforma em Arte. Até hoje, há quem se diga chocado com o “fashion food”. Há os que adoram e os que detestam e acho isso tudo ótimo.
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